Moradores do Conjunto Almirante Tamandaré realizaram passeata, ontem de manhã, em protesto contra reformas residenciais que prejudicam a locomoção, em especial, de portadores de necessidades especiais e idosos. São calçadas com altura superior ao meio-fio, como na Rua Mandacaru. Para se ter uma idéia, no local uma chega a medir mais de 80 centímetros, conforme denuncia Tereza Neuma Zaranza Lima, presidente da Associação dos Moradores do Parque Residencial Almirante Tamandaré (Amorat).
A passeata não foi bem recebida pelos moradores, como os da Rua Jucá, cuja calçada tem altura acima do meio-fio, sendo revestida de piso muito liso. “Nosso objetivo não é agredir ninguém”, rebateu Janaína de Oliveira, 34 anos, coordenadora dos projeto Despertar Social, chamando a atenção para a responsabilidade das pessoas.
A oficina-blitz “Fazendo Barulho na Calçada” percorreu dez pontos considerados críticos pela comunidade no que diz respeito às condições de acesso. As dificuldades aumentam para os portadores de necessidades especiais, tanto visuais quanto físicas. É o caso, por exemplo, de João Alves Macedo Filho, 28 anos, que precisa de cadeira de rodas para se locomover no bairro.
“Não quero cadeira porque sei andar”, diz, reclamando dos obstáculos. A aposentada Maria Moreira, 86 anos, há quatro reside no conjunto, reclama da dificuldade de caminhar. “As calçadas são muito altas”, disse, considerando importante a passeata. “Queria ser mais nova para ajudar ainda mais”. Os moradores reclamam da falta de fiscalização e de legislação por parte do poder público.
05/04/2009