Fortaleza: Roda de Conversa debate unidade do MPcD
do Movimento das Pessoas com Deficiência
Defensor Público Vinícius Noronha fala sobre a importância da unidade entre os membros do MPcD em Fortaleza e do papel da Defensoria pública na luta pelos direitos das Pessoas com Deficiência.
Lutar pela isonomia, conquistar direitos de forma coletiva, sem paternalismos; pensar o modelo de acessibilidade urbana, o modelo de educação inclusiva e acesso ao trabalho, na capital e no interior; ter a consciência de que somos iguais e poder se colocar no lugar do outro, compreendendo o seu sentimento e sua percepção. Para o defensor público Vinícius Noronha, convidado da primeira Roda de Conversa realizada pela VIDA Brasil/Fortaleza, esses são pré-requisitos básicos para fortalecer o Movimento das Pessoas com Deficiência no Ceará. As Rodas de Conversa são uma iniciativa da VIDA Brasil/Fortaleza, através do Programa de Acessibilidade e Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Além de explicar o seu trabalho na Defensoria Pública, ele falou sobre as diferenças entre Ministério Público e Defensoria Pública e o papel de cada um na luta por conquista de direitos e cidadania (MPcD, ONGs, Governo, conselhos estaduais (gestores): ”A Vida Brasil é mais que essencial nesse processo, porque capacita as pessoas para a cidadania e para implementar seus próprios microprojetos. Os conselhos estaduais, como gestores, têm o papel primordial de agregar as pessoas e segmentos, na capital e no interior. E nós, defensores, somos intermediários das demandas do movimento junto às autoridades. Mas é bom destacar que não adianta protocolar demandas se não houver uma pressão social para que a mudança de fato aconteça”, ressaltou Vinícius Noronha. Em um segundo momento, represetantes de entidades e do Movimento das Pessoas com Deficiência puderam tirar dúvidas sobre temas como a inserção de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho, a matrícula regular e a inclusiva nas escolas públicas de Fortaleza, as dificuldades enfrentadas em ano eleitoral (inclusive de acesso aos locais de votação), as vantagens e desvantagens do Benefício de Prestação Continuada e a violação de direitos das Pessoas com Deficiência, especialmente nos meios de transportes urbanos. “Temos nossos direitos violados todos os dias os transportes coletivos da cidade não param para PcD, principalmente para os cadeirantes, pois estes necessitam de um certo tempo para que possam entrar nos ônibus e atrasam a rota. Os motoristas preferem negar a existência de um cadeirante na parada”, disse Juliene Dias de Freitas, presidente da Associação dos privados de Liberdade (ABL). Como meio de enfrentar problemas como esse, foi sugerida a realização uma audiência pública para discutir o assunto. Abelardo Coelho, coordenador do Programa de Acessibilidade e promoção dos direitos das Pessoas com Deficiência, avalia que momentos como esses, das Rodas de Conversa, são necessários não só para esclarecer como funciona e em que pode colaborar com o MPcD instituições como a Defensoria Pública, mas para que o Movimento das Pessoas com Deficiência identifique e discuta seus problemas de modo integrado, exercendo maior controle social sobre a criação e o cumprimento das leis, ampliando a participação, fiscalização e efetivação destas na luta por uma sociedade acessível a todos.