Fruto da organização de trabalhadores na construção de novas relações econômicas, a economia solidária fomenta novas formas de produção e comercialização na busca de um desenvolvimento sustentável. É inspirada em valores culturais que estabelecem novas práticas de consumo, privilegiando o coletivo, por meio da autogestão, da justiça social, do cuidado com o meio ambiente e da responsabilidade com gerações futuras, propiciando assim, a sobrevivência e a melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
* Os empreendimentos econômicos solidários são formados por pequenas firmas associadas ou cooperativas de trabalhadores, federadas em complexos, guiadas pelos valores da cooperação e ajuda mútua, mesmo quando competem entre si nos mesmos mercados. Uma das estratégias da promoção da política nacional de comércio ético solidário e do consumo responsável.
* Trabalho e renda
Apesar de constituir uma alternativa viável de trabalho e renda, a economia solidária ainda enfrenta muitos desafios, como a dificuldade na produção e, principalmente, na comercialização. Tais desafios devem-se à pouca qualificação profissional dos participantes, dificuldades de gestão, acesso precário à informação e às novas tecnologias, isolamento, acesso limitado ao crédito etc.
A Vida Brasil e a economia solidária
A Vida Brasil tem uma experiência de nove anos na área de geração de renda, junto a comunidades populares de bairros peri-urbanos de Salvador (BA) e Fortaleza (CE), e de elaboração e controle de políticas públicas.
Como membro de instâncias locais e estaduais da Economia Solidária, apóia associações e cooperativas, desenvolvendo ações de formação em gestão; qualificação e organização da produção; comercialização e organização coletiva, numa perspectiva de desenvolvimento local integrado e sustentável e de uma economia social e solidária.
A organização coordenou, no estado da Bahia, o projeto do Mapeamento dos Empreendimentos da Economia Solidária, numa parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e do Fórum Nacional de Economia Solidária. E, por meio do Programa Gerassol, atua em vários projetos de economia solidária no Estado.
Na Bahia, o projeto mapeou mais de mil empreendimentos solidários, identificando-os e caracterizando-os para alimentar o Sistema Nacional de Informações da Economia Solidária (Sies). A implantação do Sies favorece a visibilidade da economia solidária, fortalecendo os processos organizativos, de apoio e adesão da sociedade, como também contribui para a construção de subsídios à formulação de políticas públicas neste setor.
Criado em 1997, o programa de geração de trabalho e renda surgiu, inicialmente, para dar apoio à fundação e acompanhamento do Projeto Artemãos, uma experiência de geração de renda com trinta famílias de baixa renda, algumas delas com histórico de deficiência e/ou hanseníase, do bairro de Águas Claras, em Cajazeiras, na periferia de Salvador.
O Artemãos cresceu, incentivando a realização de atividades artesanais e o encontro de famílias e ganhou uma dimensão muito maior ao longo do tempo, constituindo-se, hoje, na Cooperativa Artemãos e dando o primeiro passo para o desenvolvimento da rede de economia solidária.
O trabalho, junto ao Artemãos, habilitou a organização a desenvolver assessoria técnica e de qualificação para inúmeros empreendimentos da economia solidária de Salvador e a ser membro do Fórum Baiano de Economia Solidária e de outras articulações na área.