A Vida Brasil nasceu da aliança entre a ONG francesa Handicap Internacional * e o trabalho que vinha sendo desenvolvido por atores sociais em Fortaleza e Salvador. A ligação entre os grupos se deu em 1993, quando um programa de educação nutricional e de saúde passou a ser realizado em Fortaleza, e se intensificou em 1995, a partir do programa de reabilitação com base em comunidades e de uma oficina ortopédica, ambos em Salvador.
Desde então, as equipes uniram forças para criar uma entidade brasileira com o objetivo de valorizar as competências locais em ações de longo prazo, por meio da criação de programas específicos ao meio, além de representar e reivindicar políticas públicas sobre interesses locais e nacionais. Assim, em 1996, surgiu a Vida Brasil.
A Associação Vida Brasil traz como lema a Valorização do Indivíduo e Desenvolvimento Ativo, por acreditar no potencial do brasileiro de lutar pelo seu próprio desenvolvimento e conquistar sua cidadania. Fundada por profissionais e militantes em Salvador (Bahia) e Fortaleza (Ceará), a ONG (Organização Não-Governamental) tem uma visão ampla dos direitos humanos, econômicos, sociais e culturais.
Os programas da organização atualmente situam-se em 4 áreas temáticas: acessibilidade, educação inclusiva, geração de renda e economia solidária e fortalecimento comunitário. Todas voltadas para a promoção do desenvolvimento local e sustentável, junto a crianças e adolescentes, mulheres, pessoas com deficiência e moradores do meio peri-urbano.
O respeito à diversidade em questões de raça, gênero e deficiência está inserido de forma transversal em todos os projetos e ações da Vida Brasil, o que a torna uma organização de referência nas duas capitais nordestinas.
Vida Brasil e Abong
A importância dada ao fortalecimento da sociedade civil nos seus programas levou a Vida Brasil a atuar na Associação Brasileira de ONGs (Abong) e assumir a direção regional da Bahia e de Sergipe nos mandatos 1999-2000 e 2004-2006. Desta forma, está diretamente articulada com os movimentos sociais e as organizações não-governamentais espalhadas no estado da Bahia e alimenta com eles uma dinâmica de construção coletiva, tanto na definição de posicionamentos sociais e políticos consensuais, quanto na implementação de projetos. Nesse sentido, ocupa lugar em fóruns e redes públicas e sociais, como o Conselho Nacional das Cidades, Conselho Municipal das Cidades (em formação), Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Comissão Civil de Acessibilidade de Salvador (Cocas), Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente e Fórum Baiano de Economia Solidária.
*Handicap International (veja página eletrônica da HI nos links)