Pesquisa realizada pela Comissão Civil de Acessibilidade de Salvador (Cocas) e a Associação Vida Brasil concluiu que a deficiência está ligada ao nível de pobreza. Cerca de 80% da origem das deficiências é de seqüela de doenças ou problemas na gestação, ou partos complicados. A maioria atinge mulheres, negros e índiodescendentes. No Brasil, são 24.600.256 pessoas com deficiência, sendo 11.649.256 afrodescendentes, e 15,3% de toda a população feminina.
O que chamou a atenção foi a quantidade de pessoas deficientes na região Norte e Nordeste do País, 16,1% e 16,7%, enquanto no sudeste o número chega a 12,9% e a Organização Mundial de Saúde calcula apenas 10% da população mundial com algum tipo de deficiência. A média do Brasil fica em 14,6%, sendo deste total a maioria de deficientes visuais (48,1%), seguido de deficiência múltipla (22,9%), auditiva (16,7%), mental (8,3%) e física (4,1%).
Para Damien Hazard, coordenador da Viva Brasil-Cocas, se a saúde pública trabalhasse com prevenção, cura e reabilitação, o número de pessoas com algum tipo de deficiência seria bem reduzido. “Se todas as pessoas pudessem fazer exames de glaucoma a cada ano, a deficiência visual seria reduzida à metade, assim como pré-natais e acompanhamento correto de partos, testes do pezinho para identificar futura paralisia cerebral e outros problemas poderiam ser evitados”, explica.
Para ele, os pobres também são os mais atingidos pela violência urbana, com acidentes de carro e tiros.
05/02/2007